期刊名称:Animus : Revista Interamericana de Comunicação Midiática
印刷版ISSN:1677-907X
电子版ISSN:2175-4977
出版年度:2012
卷号:11
期号:22
页码:246-271
DOI:10.5902/217549777018
出版社:Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
摘要:A doença da qual foi acometido o presidente Lula, não pairou em “zonas de sombras”, não foi confiada a porta-voz e nem teve o trabalho de sua mediação regulada pelas mídias. Foi um acontecimento cujos processos de produção e de circulação estiveram permeados por lógicas e operações de midiatização, mas a partir de apropriação feitas pela “ação comunicativa” do Instituto Lula. É a partir de suas estratégias que o acontecimento sobre a enfermidade circula entre “novas” e “velhas” mídias; é traduzido para temporalidades dos regimes de discursividades das mídias semanais, e se desloca para os sites noticiosos onde os internautas intervem através da esfera dos comentários. A estratégia não se limitou a “eclosão da enfermidade”, mas também envolveu “a antecipação dos seus efeitos”, através da midiatização da cenas nas quais Lula se desfaz da barba e do bigode, ato que tem como testemunha - e o seu principal operador - o fotógrafo do presidente. Se, sobre Tancredo Neves especulou-se sobre sua causa mortis , a enfermidade de Lula não fica na penumbra e nem nas mãos dos plantonistas. É ele quem, por via de operações tecno-discursivas, a escancara. E, dela cuida, cercado é verdade , por seu bunker midiático.