摘要:Este estudo explora a noção utópica de liberdade que existe nos escritos principais de Ralph Ellison e, seguindo as pistas que há nos seus ensaios sobre literatura e música, traça o processo da realização da liberdade a um reconhecimento da natureza rítmica da história. Ellison encontra a chave deste reconhecimento na criação estética, exemplificada nos aspectos performativos da escritura de ficção e na composição musical. Estes atos criativos, que consideram o passado algo tanto irreversível como mutável, tenta recapitular os ritmos da experiência de uma tal forma que os faz aflorar a nível consciente. Para explorar até que ponto tais atos são liberadores, focalizo na noção de história de Ellison, como ela se liga com outros aspectos da cultura afro-americana. Em particular, as noções de repetição e ritmo vêm à tona. Examino até que ponto a ressonância rítmica de ideais ou princípios criados historicamente constitui o significado primário do passado — em resumo, a sua vida no presente. Usando a ficção de Ellison e elementos da tradição do jazz, procuro usar esta compreensão do ritmo para encontrar um sentido de utopia, ou talvez um sentido mais sutil de possibilidade dentro da irreversibilidade do passado. Começo com a discussão das várias maneiras de se entender a repetição, e, focalizando na noção da repetição como ritmo, examinar as inter-relações entre o ritmo e a improvisação, realidade e possibilidade, história e liberdade.