摘要:O presente ensaio busca contribuir para a reflexão das representações produzidas pelo imaginário social sobre o louco a partir de uma releitura da obra Memória Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, tomando o personagem Quincas Borba como o homem que foge aos padrões estabelecidos pela sociedade percebemos nele a construção do imaginário social, sua exclusão, e por fim, a loucura atribuída ao mesmo. Enquanto Brás Cubas advogado e com aparência aceitável socialmente embora não reconhecido pela sociedade como louco, apresentava sintomas semelhantes aos de Quincas Borba, assim esta leitura da manifestação da loucura na obra machadiana também irá discorrer sobre as aproximações desses dois personagens. Assim, evidenciamos um imaginário social negativo do louco e sua exclusão do convívio social, ainda nos dias de hoje. Sendo a literatura uma ferramenta de instrução, reflexão e poder para repensarmos nosso posicionamento na sociedade diante situações, nas quais o louco é condicionado à exclusão e ao esquecimento, essa pesquisa concluiu que há a necessidade de um novo olhar para nosso imaginário social, que pode surgir a partir de novas leituras de obras literárias.