摘要:A pesquisa em psicanálise tem mostrado que certos pacientes recorrem à sensorialidade, às ações e ao corpo para evitar a emergência da angústia. O trabalho com tais dimensões exige repensar o exercício clínico e a função do analista. O artigo procura mostrar que as manifestações corporais, os gestos e ações devem ser tomados como parte da cadeia associativa. São feitas reflexões sobre a técnica, explorando-se, a partir de recortes clínicos, casos em que as interpretações devem ser precedidas pela construção de estruturas psíquicas básicas do sujeito. Busca-se esclarecer as seguintes questões: como se comunicar verbalmente com o paciente quando a forma de comunicação mais acessível a ele não passa pelos canais verbais? Ainda se trata de interpretação? Caso sim, ela permite ir além da integração do reprimido? Finalmente, demonstra-se que o corpo do analista pode ser interpretante -seus gestos, ações e toda a sua potência expressiva podem ser essenciais ao processo de simbolização.